Respirei fundo.
— Porque eu vivi assim durante quinze anos. Na minha casa.
Ela ficou em silêncio. Por muito tempo.
— Sério? — perguntou baixinho.
— Sim.
— Eu… não pensei…
— Você não pensou nisso — disse com calma.
Ela baixou os olhos.
— Gábor nunca disse nada…
— Ele não via.
O silêncio agora era outro. Não defensivo. Mais cheio de reconhecimento.
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