Lá dentro, o Jeffrey estava ajoelhado sobre uma toalha ao lado do Benny. O pequeno cão permanecia deitado, a observá-lo. Entre eles havia uma estrutura leve feita de barras metálicas, rodas de brinquedo e tiras.
O senhor Walter estendeu uma chave de fendas.
“Tenta outra vez do lado esquerdo”, disse ele.
Jeffrey ajustou a tira. “Se as rodas forem demasiado pesadas, ele não vai conseguir mexer-se. Certo?”
“Exatamente.”
“Podemos usar aqueles suportes de refletores de bicicleta?”
O senhor Walter sorriu. “É uma excelente ideia.”
Eu devia ter interrompido tudo aquilo — os segredos, a permissão, as regras depois da escola.
Em vez disso, fiquei ali parada, com a mão sobre a boca.
O meu filho não estava metido em problemas.
Ele estava a tentar ajudar um cão a voltar a andar.
Voltei para casa antes que eles me vissem.
O Thomas apareceu mais tarde, com café para levar e donuts.
O Jeffrey correu para o quarto e voltou com uma folha de papel dobrada.
“Pai, olha. É um desenho para as rodas do Benny. O senhor Walter e eu estamos a fazer um carrinho que o consegue suportar sem lhe fazer mal.”
Thomas mal olhou para o papel.
“Ainda estás a brincar com lixo?”
O rosto do Jeffrey vacilou. “Não é lixo.”
“Jeff, rapazes da tua idade jogam à bola. Não ficam em garagens com velhos e cães aleijados.”
Eu coloquei-me entre os dois. “Não fales assim com ele, Thomas.”
Thomas levantou as mãos. “Estou a tentar torná-lo mais forte.”
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