O meu filho de 10 anos construiu pequenas rodinhas para o cão do nosso vizinho — no dia seguinte, o homem apareceu à nossa porta e disse: “Vocês passaram no teste. Venham ver o que preparei para vocês.”

 

Thomas era meu marido no papel e pai do Jeffrey quando lhe convinha. Ele aparecia e desaparecia das nossas vidas com um saco de ginásio e um sorriso encantador.

 

Nessa sexta-feira à noite, ele ligou enquanto o Jeffrey punha a mesa.

 

“Não posso ficar com ele este fim de semana, Ivy”, disse Thomas.

 

Eu segurei o telefone junto ao ouvido enquanto o meu filho fingia não ouvir.

 

“Tu prometeste a ele”, disse eu.

 

“Aconteceu uma coisa. E não é como se tu tivesses algo melhor para fazer.”

 

“Há sempre alguma coisa a acontecer, Thomas.”

 

“Não comeces, Ivy. Ele tem dez anos. Ele aguenta.”

 

Baixei a voz. “Esse não é o objetivo, Thomas. O objetivo é ele sentir-se querido.”

 

Thomas suspirou. “Tu tornas tudo pesado.”

 

“Não”, disse eu. “Tu deixas cair as coisas e esperas que eu as carregue.”

 

Jeffrey estendeu-se para o ketchup como se nada tivesse acontecido.

 

“O pai está ocupado?” perguntou.

 

Eu odiava a forma suave como ele perguntava.

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