Mason olhou para ele de verdade, como se estivesse vendo as duas versões ao mesmo tempo: o menino assustado de sapatos gastos e o homem que carregava gratidão como uma promessa.
— Eu só estava ajudando com frações — disse Mason.
Lucas apertou sua mão.
— O senhor me ajudou a acreditar que eu tinha um lugar neste mundo.
Mason virou o rosto, mas Lucas ainda viu as lágrimas.
Não foi fácil, e Mason não tinha ilusões sobre o tempo. Mas ele já não encarava o teto sozinho. Lucas o visitava entre seus próprios compromissos. Às vezes falavam sobre a vida. Às vezes ficavam em silêncio.
E às vezes Lucas trazia papéis da empresa e pedia para Mason conferir os números, só para ver o velho revirar os olhos.
— Você sabe que isso está certo — resmungou Mason certa noite.
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