Mason olhou novamente para o caderno.
— Ele lembrou de tudo…
— Algumas pessoas lembram — disse a enfermeira, com delicadeza.
Naquela tarde, Lucas voltou. Andava devagar, mas sorriu assim que viu Mason acordado. Parecia nervoso agora — não como um homem bem-sucedido com um quarto VIP esperando, mas como o menino tímido que um dia ficava parado ao lado de um banco, sem saber se podia se aproximar.
— Você roubou meu livro de matemática — disse ele, com a voz trêmula.
Lucas riu entre lágrimas.
— Eu peguei emprestado.
— Por 11 anos?
— Eu precisava dele — admitiu Lucas. — Mais do que eu sabia.
Mason estendeu a mão, e Lucas atravessou o quarto imediatamente. As mãos se encontraram — pele envelhecida contra força jovem.
— Você salvou a minha vida — murmurou Mason.
— Não. Eu só devolvi o favor.
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