Mason nunca imaginou que as noites tranquilas em que ajudava um menino com dificuldades em matemática acabariam significando algo importante. Mas 11 anos depois, quando se viu sozinho em um quarto de hospital, com pouca esperança, uma voz familiar do passado voltou — trazendo uma lembrança que ele jamais esperava.
Durante anos, Mason sentou-se no mesmo banco de madeira rachado, na beira de um bairro pobre, onde as pessoas aprendiam a manter a cabeça baixa e as portas sempre trancadas.
O banco ficava ao lado de um pequeno trecho de terra batida, entre uma mercearia antiga e um ponto de ônibus com o vidro quebrado. No inverno, o vento atravessava seu casaco. No verão, a poeira grudava em seus sapatos. Ainda assim, Mason ia todos os dias.
Todas as tardes, ele levava um caderno gasto debaixo do braço e um lápis sem ponta atrás da orelha. O caderno tinha uma capa azul desbotada, cantos dobrados e páginas cheias de números, fórmulas e pequenos desenhos cuidadosos.
Para quem passava por ali, ele parecia apenas um velho solitário rabiscando coisas sem sentido para passar o tempo.
Mas, para Mason, aqueles números traziam ordem.
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