— Mas eu tenho trabalho, as crianças…
— Eu também tenho — respondi no mesmo tom tranquilo. — A gente dá um jeito.
Não havia acusação na minha voz. E justamente por isso ela não tinha em que se agarrar.
— Tudo bem… — disse por fim. — Venha.
Desligamos. E eu soube, naquele instante, que não havia mais volta.
No primeiro dia de julho, eu estava na estação com minha mala. Nem me lembrava da última vez em que senti que realmente estava viajando nas férias de verão, e não apenas me preparando para servir alguém ou resolver problemas.
O trem partiu, e fiquei observando a paisagem pela janela.
Debrecen me recebeu com calor e um ar seco, cheio de poeira. Nóra estava me esperando. Sorria, mas o sorriso já não tinha a mesma leveza de antes.
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