— Martha, querida — disse, sentando-me na cadeira ao lado da cama dela —. Tenho ouvido uns arranhões à noite. Pensei que talvez tivéssemos algum bicho no sótão. O que tem naquele velho baú que você guarda lá em cima?
A mudança nela foi imediata e aterrorizante. Todo o cor da face desapareceu num instante. As mãos começaram a tremer tanto que ela deixou cair o copo d’água que segurava, que se estilhaçou no chão.
— Você não abriu, né? — sussurrou, com os olhos arregalados em puro pânico. — Gerry, me diga que você não abriu aquele baú!
Eu ainda não tinha aberto, mas o medo na voz dela não era normal. Não se tratava de móveis velhos ou roupas empoeiradas. Era algo muito maior, muito mais importante.
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