Naquela noite, não consegui pregar o olho. Virava e revirava na cama, pensando na expressão de Martha, no tom de voz dela quando perguntou sobre o baú. A curiosidade me consumia, exigindo respostas que eu nem sabia se estava pronto para ouvir.
Por volta da meia-noite, desisti de vez de dormir. Fui à garagem, peguei meu velho cortador de cadeados e subi aquelas escadas mais uma vez.
O cadeado do baú cedeu mais facilmente do que eu esperava. Minhas mãos tremiam enquanto levantava a pesada tampa de madeira, e o que encontrei lá dentro me fez as pernas fraquejarem.
O baú estava cheio de cartas. Centenas e centenas delas, todas amarradas com fitas desbotadas e organizadas por data. As mais antigas eram de 1966, o mesmo ano em que Martha e eu nos casamos. As mais recentes, do final dos anos 1970. Mas não eram cartas minhas, nem de ninguém que eu conhecesse.
Todas eram endereçadas a Martha, e todas assinadas por alguém chamado Daniel.
Para ver as instruções de preparo completas, vá para a próxima página ou clique no botão Abrir (>) e não se esqueça de COMPARTILHAR com seus amigos no Facebook.
