Acendi minha lanterna e entrei.
À primeira vista, o cômodo parecia normal. Caixas de papelão empilhadas contra as paredes, lençóis antigos cobrindo o que parecia ser móveis, exatamente como Martha sempre dissera. Mas o feixe da minha lanterna continuava sendo atraído para o canto mais distante da sala.
Lá, sozinho, como se estivesse esperando por alguém, havia um velho baú de carvalho. Pesado, com cantos de bronze já verdeteados pela idade. Trancado com outro cadeado, ainda maior do que o da porta.
Fiquei ali por longos momentos, olhando para o baú e ouvindo meu próprio coração ecoar no silêncio.
Na manhã seguinte, dirigi até o centro de cuidados para minha visita de sempre.
Martha estava fazendo fisioterapia, se esforçando para recuperar a força, e parecia bem de espírito. Decidi sondar, ver como ela reagiria.
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