— Vai sim — eu disse, colocando o envelope de Denise ao lado de um prato. — Eles não perderiam isso por nada.
Decorei o salão como se fossem todas as festas ao mesmo tempo — e todas as festas que eles tinham perdido.
Denise chegou primeiro.
— Mãe, isso está lindo. Você não precisava fazer tudo isso.
— Eu sei — respondi. — Essa é a parte engraçada de ser mãe.
Benjamin entrou logo atrás.
— Esperando muita gente, mãe?
— Só alguns amigos, filho.
Carla viu a repórter e abaixou a voz.
— E uma jornalista?
— Ela me perguntou sobre meus planos — eu disse. — Achei que hoje era o momento perfeito para revelá-los.
Quando todos se sentaram, eu me levantei. Meus joelhos doíam. Passei as mãos no vestido azul-marinho da igreja — aquele que eu usava quando precisava ser mais corajosa do que me sentia.
— Obrigada por terem vindo — eu disse. — Faz anos que eu não via uma mesa tão cheia.
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