“Esse texto parece um cartão de aniversário.”
“Oh, você está chateada? Que exaustivo para o resto de nós.”
No começo, eu dizia a mim mesma que estava imaginando coisas.
Até que a Lila se inclinou na aula de inglês e sussurrou: “Por que ela sempre pega no seu pé?”
Eu continuei escrevendo. “Talvez meu rosto irrite ela.”
Lila franziu a testa. “Seu rosto literalmente só está aí.”
Eu ri, porque era mais fácil do que admitir a verdade. Meu melhor truque no ensino médio era fingir que nada me afetava.
Funcionava com quase todo mundo — exceto meu pai.
Uma noite, ele me encontrou na mesa da cozinha, reescrevendo um trabalho de inglês pela terceira vez.
“Eu achei que você já tinha terminado isso”, ele disse, largando o café.
“Ela disse que a primeira versão estava preguiçosa.”
Ele puxou a cadeira à minha frente. “Estava?”
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