Eu usei um vestido de formatura que meu pai fez a partir do vestido de noiva da minha falecida mãe, e por um momento lindo eu senti como se ela ainda estivesse comigo. Depois, meu professor mais cruel riu de mim na frente de todos — até que um policial entrou na sala e mudou completamente aquela noite.
A primeira vez que vi meu pai costurando na sala, eu honestamente achei que ele tinha perdido a cabeça.
Ele era encanador, com mãos rachadas, joelhos ruins e botas de trabalho mais velhas do que alguns dos meus colegas. Costurar não fazia parte do conjunto de habilidades dele.
Nem o segredo fazia parte do jeito dele — o que tornava ainda mais estranhos o armário do corredor sempre fechado e os pacotes embrulhados em papel pardo.
“Vai dormir, Syd”, ele disse, curvado sobre um tecido cor marfim.
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