Uma linha fechou tudo no lugar: “Mark me contou sobre sua perna. E que você estava vindo me surpreender hoje. Eu não consigo fazer isso, Arnold. Não vou perder minha vida com um homem quebrado e trocando fraldas. Mark pode me dar mais. Cuide-se… Mara.”
Eu li duas vezes. Algumas coisas precisam de uma segunda olhada antes que o cérebro aceite.
Mark não apenas contou para Mara; ele entregou a ela uma razão para partir. Ele foi a única pessoa em quem confiei a verdade. Mas ele decidiu que aquela informação valia a pena ser compartilhada com minha esposa, para que ela pudesse tomar uma decisão diferente.
Coloquei o bilhete de volta na cômoda.
Peguei Katie, que ainda estava chorando, e sentei no chão com as costas contra o berço e a segurei. Minha mãe colocou Mia no meu outro braço sem dizer nada, e os quatro ficamos lá, no quarto das meninas, com as paredes amarelas.
Eu não resisti. Deixei tudo atingir de uma vez.
Os suéteres ainda estavam debaixo do meu braço. Eu os coloquei no chão ao meu lado. As flores brancas estavam lá embaixo, onde eu as deixara cair.
Minha mãe colocou a mão sobre a minha e não disse nada.
Não sei quanto tempo ficamos ali.
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