“Mara? Mãe? Pessoal... eu voltei...”
As paredes estavam nuas. Os móveis tinham sumido. Cada superfície que havíamos construído como nossa casa havia sido retirada, e os quartos que eu havia decorado a partir de uma fotografia agora estavam apenas como quartos vazios.
Então, ouvi choro lá de cima.
Subi as escadas o mais rápido que consegui, a dor percorrendo minha perna protética a cada passo.
A porta do quarto das meninas estava aberta.
Minha mãe estava dentro, ainda com o casaco, com um bebê pressionado contra o ombro, e o outro deitado no berço. Ela olhou para cima quando entrei e começou a chorar, seus olhos indo de meu rosto para minha perna.
“Arnie...”
“Mãe? O que aconteceu? Onde está a Mara?”
Minha mãe olhou para o lado. Ela repetia as mesmas palavras.
“Sinto muito, Arnie. Mara me pediu para levar as meninas à igreja. Disse que precisava de um tempo sozinha. Mas quando eu voltei…”
Eu vi o bilhete na cômoda.
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