“Eu sei que você me odeia,” ela disse.
“O ódio seria bem mais fácil.”
Lágrimas encheram seus olhos. “Eu pensei que eles iam seguir em frente. As crianças, quero dizer. E você... Eu pensei que você poderia dar a eles o tipo de lar que eu não consegui.”
Eu ri, e o som foi feio. “Você não pode vestir isso como sacrifício. Você não apenas abandonou dez filhos. Você fez uma criança mentir por você e chamou isso de amor.”
Ela ficou imóvel. “Eu nunca quis ferir Mara.”
“Então por que procurá-la primeiro?” eu perguntei.
O rosto dela se contorceu. “Porque eu sabia que ela poderia responder.”
Isso me disse tudo o que eu precisava saber.
“Claro,” eu disse. “Você escolheu a criança que já treinou para carregar sua culpa.”
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