Ele olhou em direção ao berço. “Ela está bem?”
“Eu ainda não sei.”
Naquela fase da minha vida, tudo parecia estar a um prato caindo de distância do desastre.
Um mês antes, aquelas meninas estavam enroladas no meu peito no hospital, e eu ainda não tinha me recuperado de quanto eu chorei quando as colocaram nos meus braços.
Levamos três anos de exames, consultas, tentativas cuidadosas, e eu aprendendo a sorrir para más notícias sem desmoronar em público.
Então, quando descobri que estava grávida, fiquei no banheiro encarando duas linhas rosas enquanto Brian piscava e dizia: “Não acredito.”
“Pois acredita!” eu disse, entre lágrimas.
E quando o ultrassom mostrou o segundo bebê, ele riu e apertou minha mão. “Bom… a gente realmente foi com tudo, né?”
Agora elas estavam aqui, saudáveis, barulhentas e perfeitas. Brian tinha tentado.
Ele perguntava: “Esse choro é fome ou raiva?”
E eu respondia: “Sinceramente? Parece ofensa.”
Mas eu também via a tensão crescendo nele — o choro, a demanda constante, a falta de pausa.
Ainda assim, toda vez que eu olhava para ele, ele dizia: “A gente vai dar um jeito. Só precisamos de tempo.”
E eu acreditava nele.
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