Eu achava que finalmente ser mãe significava que minha vida tinha se encaixado, até o dia em que ficar sozinho com nossas gêmeas recém-nascidas fez meu marido dizer algo que eu jamais conseguiria esquecer. Quando descobri quem tinha colocado essas ideias na cabeça dele, tudo dentro da nossa casa mudou.
Eu sabia que algo estava errado antes mesmo de Brian abrir a boca.
Era o som do choro — um choro que já tinha ido longe demais.
Uma das bebês chorava daquele jeito quebrado, sem fôlego, que mostrava que já estava há muito tempo assim. A outra fazia pequenos sons irritados entre os soluços. Uma mamadeira estava largada ao lado do sofá. Leite em pó espalhado pela bancada.
E meu marido estava sentado na sala, com os cotovelos apoiados nos joelhos, olhando para o nada.
Deixei minha bolsa cair e passei correndo por ele. O rosto da Jade estava vermelho e inchado quando a tirei do berço. A Amber tinha os punhos cerrados com força.
“Ei, ei,” sussurrei. “A mamãe chegou. Eu estou aqui. Vocês estão seguras agora.”
Apoiei Jade no meu ombro, peguei Amber e olhei para ele por cima delas.
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