Olhei para Paul e senti um arrepio percorrer meu corpo.
O rosto dele estava pálido, e ele olhava além de mim com um medo visível nos olhos. Segui seu olhar.
Do meu outro lado, Carol encarava o bebê no meu peito com uma expressão que eu nunca tinha visto antes.
Não era alegria.
Era algo afiado, desesperado e assustador.
“Me dê o MEU bebê”, ela disse, a voz quebrando. “Eu sou quem deveria segurá-lo, não você.”
“Vamos limpar ele agora, senhora, e depois o entregamos à senhora”, disse a enfermeira, levando o bebê.
Carol observou enquanto a enfermeira o levava como um animal acompanhando cada movimento.
“Carol?”
“Vou ligar pra minha mãe”, ela disse, sem nem me olhar.
Ela saiu abruptamente para o corredor. Assim que a porta se fechou, Paul se inclinou em direção a mim.
“Por favor”, ele sussurrou. “Não entregue o bebê a ela ainda.”
Eu encarei Paul, com o coração disparado. “O quê? Por quê?”
“Eu preciso te mostrar uma coisa.” Ele engoliu em seco e pegou o celular.
Franzi a testa enquanto olhava para a tela.
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