Eu concordei em ser barriga de aluguel para minha irmã — mas, logo após o parto, meu marido me chamou de lado e disse: ‘Por favor, ainda não entregue o bebê a ela ainda’

 

Era uma conversa entre Paul e Rob. Comecei a ler, e senti um arrepio percorrer minha pele.

 

“Você entende?” Paul disse, a voz falhando. “Eu estava certo quando disse que tinha algo errado, só… meu Deus, eu nunca imaginei que fosse tão grave assim.”

 

Li as mensagens de novo.

 

Carol está me assustando.

 

Ela continua dizendo que o bebê é a única coisa que a mantém viva. Ela acha que a Anna vai tentar ficar com ele. Está falando em se mudar logo depois do parto, para que ninguém possa interferir.

 

“Quando o Rob mandou isso?” perguntei.

 

“Ontem à noite.” Ele apontou para a tela. “Ele queria se encontrar com você e comigo para conversar sobre tudo, mas então você entrou em trabalho de parto…”

 

“E agora é tarde demais”, completei por ele. Balancei a cabeça. “Isso não é a Carol. Ela sabe que eu nunca tentaria ficar com o bebê.”

 

“Ela claramente não está pensando direito, Anna. Ela vem desmoronando há meses.”

 

“Mas—”

 

Antes que eu pudesse terminar, a porta se abriu.

 

Carol voltou sorrindo através das lágrimas. Rob entrou logo atrás dela.

 

“A mamãe está a caminho—” ela parou de repente, e seus olhos se estreitaram ao perceber meu rosto chorando e a expressão de Paul. “O que está acontecendo aqui?”

 

Paul pigarreou. “Carol, precisamos conversar. Sobre o bebê.”

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