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Eu não lembro como cheguei na casa da Sra. Kline. Um minuto eu estava andando, no outro estava sentada no sofá dela, segurando o vestido como se fosse a única coisa me impedindo de desmoronar.
— Ela mentiu pra mim — repeti pela décima vez.
— Ah, querida… — a Sra. Kline se sentou ao meu lado, passando o braço pelos meus ombros. O cheiro de lavanda ali estava mais forte, sufocante. — Você está em choque. Qualquer pessoa estaria.
— Não foram só coisas pequenas. Foi tudo… meus pais, nossa família—
Ela suspirou baixinho.
— Às vezes as pessoas acham que estão protegendo você. Mas isso não torna certo.
Soltei uma risada amarga.
— Eu nem sei mais quem ela era.
— Se quiser, pode passar a noite aqui — disse ela, como se já estivesse esperando por isso.
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