Os anos viraram décadas. Isabelle cresceu naquela casa antiga, com o chão rangendo e a varanda descascando. Aprendeu a andar de bicicleta debaixo de um grande carvalho, e eu aprendi a fazer tranças com enfermeiras do hospital.
Meu mundo ficou menor, mas mais cheio de luz: plantões, panquecas no fim de semana, os sapatos dela no corredor.
Quando tentei namorar, nada dava certo.
— Você vai deixar alguém entrar na nossa vida algum dia? — ela provocava.
— Pra que mexer no que é perfeito? — eu respondia.
Ela revirava os olhos. — Eu não sou mais criança, sabia? Você podia levar alguém na feira de ciências.
O tempo passou. Ela cresceu teimosa, inteligente e pronta para discutir até torrada queimada. Até que, um dia, conheci Kara perto da máquina de café do hospital.
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