Ela parecia culpada. “Eu encontrei o recibo do salão na sua bolsa quando eu estava procurando por chicletes. Aí percebi que você não cortou só o cabelo.”
“Eu queria estar brava com você,” ela disse. “Mas, na maioria das vezes, eu só me senti... Não sei. Pequena. Como se eu não tivesse ideia do quanto você estava carregando.”
Eu me inclinei para ela e coloquei um pedaço de cabelo atrás da orelha dela.
“Você não é para me carregar,” eu disse. “Eu sou a mãe.”
“Talvez. Mas eu ainda posso te amar.”
Quando chegamos em casa, ela me deu um envelope.
Dentro estava a confirmação da viagem. Três dias. Pequena cidade de praia. Hotel modesto.
Havia também uma nota dobrada.
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