Um motociclista entrou em um ônibus lotado e exigiu que o motorista parasse imediatamente — quando os outros motociclistas que vinham atrás cercaram o veículo, tudo tomou um rumo completamente inesperado

O olhar do motociclista não saiu da menina.

 

— Não, vocês não vão.

 

A frase deixou o ônibus mais frio do que o ar lá fora.

 

Os passageiros acharam que estavam ouvindo controle.

 

Mas era reconhecimento.

 

Porque o tênis desamarrado, o cardigan amarelo, o gesto na orelha esquerda, o silêncio voltado para a janela, o hematoma no pulso e a imobilidade cuidadosamente aprendida não pertenciam ao acaso. Pertenciam a um alerta.

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