“Ele tinha quatro anos quando me disseram que morreu. No mesmo hospital onde Marla trabalhava.”
Ele olhou para a mesa. “Minha mãe dizia que minha marca de nascença vinha do azar da minha família verdadeira.”
Meu coração bateu forte. “Sua família verdadeira?”
“Era assim que ela dizia. Depois fechava a cara.”
“Você tem certidão de nascimento?”
Ele soltou uma risada sem humor. “Tenho papéis. Não é a mesma coisa.”
Ele contou que haviam se mudado duas vezes antes de ele começar a escola. Sempre que alguém pedia registros, Marla tinha uma história pronta. Incêndio na casa. Atraso no registro. Papéis de adoção corrigidos. História de infância complicada.
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