E era a verdade.
Mal consegui terminar o turno. Eu só conseguia pensar na marca. E na palavra “fotografia”.
Depois de fechar o café, verifiquei o tablet de pagamentos. Pedido pelo celular. Nome: Eli.
Anotei em um recibo e fiquei sentada no carro, encarando aquele nome.
Talvez não significasse nada.
Mas, pela primeira vez em 15 anos, senti algo mais forte do que a dor.
Senti que algo estava se movendo.
Ele voltou na tarde seguinte.
Eu o vi pela janela e senti um frio percorrer o corpo.
Quando ele se aproximou do balcão, eu disse:
“Café preto?”
Ele assentiu.
Preparei com calma e então falei:
“Podemos conversar por um minuto?”
Ele ficou tenso. “Sobre o quê?”
“Você disse que me conhecia de uma fotografia.”
Ele olhou em direção à porta. “Eu não devia ter falado aquilo.”
“Mas falou.”
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