Quinze anos após a morte do meu filho de quatro anos, servi café a um estranho que tinha exatamente a mesma marca de nascença dele — então ele olhou nos meus olhos e disse: “Espere… eu sei quem você é!”

Então um jovem se aproximou do balcão.

 

“Só um café preto”, ele disse.

 

Dezenove, talvez vinte anos. Cabelo escuro. Rosto cansado. Nada fora do comum.

 

Virei para preparar o café, e ele inclinou a cabeça.

Eu vi a marca.

 

Minha mão parou.

 

Mesmo formato. Mesmo lugar.

 

Por um instante, não consegui respirar.

 

“Não”, eu disse a mim mesma. “Não. Marcas de nascença existem. O luto cria padrões onde não há.”

 

Mesmo assim, servi o café. Minhas mãos tremiam tanto que um pouco derramou pela tampa. Quando entreguei, nossos dedos se tocaram.

Ele levantou o olhar para mim. Desta vez, de verdade.

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