Então um jovem se aproximou do balcão.
“Só um café preto”, ele disse.
Dezenove, talvez vinte anos. Cabelo escuro. Rosto cansado. Nada fora do comum.
Virei para preparar o café, e ele inclinou a cabeça.
Eu vi a marca.
Minha mão parou.
Mesmo formato. Mesmo lugar.
Por um instante, não consegui respirar.
“Não”, eu disse a mim mesma. “Não. Marcas de nascença existem. O luto cria padrões onde não há.”
Mesmo assim, servi o café. Minhas mãos tremiam tanto que um pouco derramou pela tampa. Quando entreguei, nossos dedos se tocaram.
Ele levantou o olhar para mim. Desta vez, de verdade.
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