Ele pegou o suéter e ficou em silêncio.
Então disse: “Eu conheço isso.”
Minha garganta travou. “Como assim?”
Ele passou o dedo no buraco do botão que faltava. “Não tudo. Só… sentado no chão. Ficando bravo porque não conseguia consertar. Alguém rindo.”
Cobri a boca.
Porque eu me lembrava disso.
Hoje, levei ele ao quarto que eu nunca mais tinha arrumado.
Ele ficou na porta por um longo tempo. Poeira no ar. Brinquedos antigos na prateleira.
Então entrou.
Pegou o trenzinho e se virou para mim.
“Você pode me falar dele?” ele perguntou.
Sorri entre lágrimas.
“Eu posso te falar de você.”
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