Ele parecia doente consigo mesmo.
— Eu dei match por vingança — admitiu. — Pensei que ia te atingir machucando ela. Alguns encontros, e depois eu sumiria.
Senti náusea.
— E depois?
— E depois eu a conheci — disse ele. — E ela não era um símbolo. Ela era a Emily. Engraçada, inteligente, gentil. Ela escutava. Ela me desafiava. Eu me apaixonei por ela.
Ele passou a mão no rosto.
— A ideia de vingança morreu — disse ele. — Mas a mentira não. Eu morria de medo de que, se eu contasse como tudo começou, ela achasse que tudo o que era bom era falso. Então eu continuei dizendo que ia contar “depois”. Sempre depois.
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