Ele sustentou meu olhar.
— Meu pai guardava um álbum seu — disse ele. — Fotos, bilhetes, ingressos. Ele bebia e contava a história da “mulher que ele perdeu”. Eu cresci ouvindo mais isso do que “tenho orgulho de você”.
Meu estômago revirou.
— Uma noite eu encontrei aquilo — continuou ele. — Fiquei furioso. Tipo: “Você ainda está preso nela em vez de ser pai?”
Ele engoliu em seco.
— Anos depois, eu estava num aplicativo de namoro — disse ele. — Vi uma garota que parecia você nas fotos antigas. Os mesmos olhos, o mesmo sorriso, o mesmo sobrenome. Ela tinha uma foto sua ao fundo. Eu reconheci você.
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