Era em cima de um estúdio de arte infantil, com sóis de papel colados na janela. Studio Madison.
Ela trabalha com crianças? Ela havia construído uma vida tranquila e respeitável enquanto eu passei anos colocando cartazes de desaparecidos em boletins de igreja com as mãos tremendo.
Mark apertou o botão da campainha. Um minuto depois, a porta se abriu no andar de cima.
Madison estava lá, segurando uma xícara fumegante. Por um segundo em branco, ela pareceu confusa, depois a percepção a atingiu.
A xícara escorregou de sua mão e quebrou.
"Por que você tinha o pingente de Lily?"
"Eu não sei do que você está falando."
"Madison," eu disse, "esse pingente estava no pescoço de Lily no dia em que ela desapareceu. Você assinou o formulário de penhor com o nome dela. Vai me contar a verdade agora, ou vai contar para a polícia na frente de todos os pais que confiam em você lá embaixo."
O rosto dela se desfez. "Ok, tudo bem. Eu carreguei isso por tempo demais."
Madison nos convidou para entrar, e nós nos sentamos à mesa da cozinha. Ela torcia as mãos.
"Lily e eu paramos de ser amigas pouco antes… antes dela ir embora. Eu estava andando com Brianna e Kelsey. Elas eram mais velhas. Populares." Ela fez uma pausa. "Elas odiavam a Lily."
Ela nos contou que estavam zombando de Lily — sussurros quando ela entrava, bilhetes no armário dela, convites falsos, risadinhas sobre suas roupas, comentários cruéis sobre os braceletes que ela fazia à mão.
Então ela nos contou algo que fez meu corpo inteiro gelar.
Lily havia ouvido Mark e eu brigando e pensou que estávamos discutindo sobre ela.
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