— Sentem?
— Claro. O Max estava perguntando de você.
— Sério? E o que ele perguntou?
Outra pausa.
— Bom… você sabe como são crianças. Elas perguntam coisas.
— Eu sei como são crianças, Benjamin. Eu criei três antes de elas simplesmente desaparecerem da minha vida.
Carla mandou uma mensagem cheia de corações e depois ligou.
— Mãe, a gente devia se reunir — disse ela. — Pra comemorar você.
Em três dias, meus filhos já tinham planejado uma visita no domingo.
Eu sabia por que estavam vindo. Eu era velha, não ingênua. Mas quando Denise mandou: “Mal posso esperar para te abraçar, mãe”, meu coração mesmo assim se ergueu — tolo como um balão.
Então eu cozinhei.
Peguei a assadeira antiga do Benjamin, a travessa favorita da Carla e o ralador de limão que a Denise tinha me implorado para comprar anos atrás, porque “cobertura de limão de supermercado é triste”.
Marlene, da igreja, apareceu com cadeiras dobráveis e me encontrou descascando batatas.
— Debbie — disse ela. — Você está fazendo comida para um casamento. O que está acontecendo?
— Meus oito netos estão vindo.
— Você também só tem um estômago se eles não aparecerem.
Apontei o descascador para ela.
— Não traga lógica para a minha cozinha.
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