— Decisões ruins com bilhete de loteria?
— Por que não? Aos setenta, posso ou virar uma pessoa irresponsável ou começar a colecionar colheres decorativas.
Ela imprimiu um bilhete.
— Tá se sentindo com sorte?
— Não, querida. Só estou cansada de ser sensata e sozinha.
Uma semana depois, eu empurrei aquele bilhete sobre o balcão dela.
Kelly conferiu a tela e o sorriso desapareceu.
— Dona Debbie, sente-se.
— Aos setenta, isso geralmente é um bom conselho.
— Não — ela sussurrou. — Eu estou falando sério.
O prêmio era uma quantia que fez nós duas ficarmos em silêncio. Eu a fiz conferir os números três vezes.
Então eu disse:
— Ligue para o seu gerente antes que eu desmaie nesse chão limpo.
Kelly piscou, depois começou a rir e chorar ao mesmo tempo.
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