— Porque amar alguém não para só porque a pessoa esquece como amar de volta.
Carla foi a primeira a quebrar.
— Mãe… me desculpa.
Benjamin empurrou o envelope para longe.
— Isso é cruel, mãe. O dinheiro subiu à sua cabeça.
— Não, meu filho. Cruel foi eu comer peru sozinha enquanto vocês postavam fotos de praia com “família em primeiro lugar” embaixo. Vocês nem tiveram a decência de avisar que não viriam.
Denise se levantou.
— A gente veio porque te ama.
Eu olhei para ela.
— Então me diga uma coisa sobre mim que não tenha nada a ver com dinheiro.
Ela abriu a boca… mas nenhuma palavra saiu.
Eu alcancei debaixo da mesa e levantei minha caixa amarela de receitas.
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