Anos depois de ele me humilhar na frente de toda a nossa turma, meu antigo valentão veio me pedir ajuda. Ele precisava de um empréstimo, e eu era a única pessoa que podia decidir seu destino.
Ainda lembro do cheiro daquele dia, mesmo 20 anos depois.
Era cola de madeira industrial misturada com cabelo queimado sob luzes fluorescentes.
Era química do segundo ano. Eu tinha 16 anos, era quieta, séria e desesperada para me misturar no fundo da sala.
Mas meu valentão tinha outros planos.
Ele se sentou atrás de mim naquele semestre, usando sua jaqueta de futebol americano.
Ele era barulhento, encantador e adorado.
Aquele dia, enquanto o Sr. Jensen falava sobre ligações covalentes, senti um puxão na minha trança.
Assumi que fosse um acidente.
Mas quando o sinal tocou e eu tentei levantar, uma dor atravessou meu couro cabeludo.
A turma explodiu em risadas antes mesmo de eu entender o motivo.
O garoto tinha colado minha trança à estrutura metálica da mesa.
A enfermeira precisou cortá-la, deixando uma calvície do tamanho de uma bola de beisebol.
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