A música aumentou atrás de nós.
Alguém acendeu velas com faíscas.
E minhas mãos começaram a tremer ao sentir o peso daquele papel que estava prestes a destruir tudo.
Não lembro de ter decidido. Simplesmente fomos. A vida continuava a poucos metros dali, enquanto a minha se partia ao meio. Entramos em uma pequena sala lateral. Cadeiras vazias. Um cabideiro. Uma janela entreaberta para o ar entrar. Robert fechou a porta.
“Senta”, ele disse.
Eu sentei. Minhas pernas mal obedeciam. Robert ficou na minha frente, segurando o envelope como se ele pudesse morder.
“Me promete uma coisa primeiro”, ele disse.
“O quê?”
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