“Pai, você fez isso a partir do vestido de casamento da mamãe?”
Ele assentiu uma vez.
Foi aí que eu comecei a chorar de verdade.
Ele colocou o vestido de lado e atravessou o quarto em dois passos. “Ei, Syd. Se você não gostou, tudo bem, filha. A gente ainda pode...”
“Eu não odiei.”
Minha voz quebrou tão forte que ele parou de falar.
Toquei nas flores azuis com os dedos trêmulos. “Está lindo.”
Os olhos dele ficaram brilhantes, o que significava que os meus ficaram ainda piores.
Meu pai pigarreou. “Sua mãe teria querido estar lá. Eu não pude te dar isso.” Ele olhou para o vestido e depois para mim. “Mas pensei que talvez pudesse levar um pouco dela com você.”
Eu o abracei com tanta força que ele soltou um “uff” abafado.
Ele me apertou de volta e disse no meu cabelo: “Calma, menina. Seu velho aqui é frágil.”
“Você não é frágil.”
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