Então eu fiquei doente.
No começo, eram só pequenas coisas — cansaço, lapsos de memória, uma sensação estranha. Os médicos sugeriram exames e tratamentos. E, de repente, Daniel virou o neto dedicado. Cozinhava, organizava minhas contas e até segurava minha mão quando eu me sentia fraca.
Então, uma noite, ele me sentou à mesa da cozinha.
— Vovó — disse ele com calma —, deveríamos colocar a casa no meu nome. Vai facilitar as coisas se… se algo acontecer.
Eu hesitei.
— Você sabe que eu nunca deixaria nada acontecer com você — ele acrescentou rapidamente. — Eu vou cuidar de tudo. Eu prometo.
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