“Preciso da Sra. Alvarez,” disse.
A Sra. Alvarez apareceu com um sorriso educado, que desapareceu assim que viu o meu rosto.
“Senhora Elana,” disse ela. “O Noah está—”
“Preciso das gravações de segurança,” interrompi. “Ontem à tarde. O parque e o portão.”
As sobrancelhas dela levantaram-se. “Temos políticas—”
“O meu filho está a ser abordado. Mostre-me.”
Ela sustentou o meu olhar e depois assentiu. “Venha comigo.”
O escritório cheirava a café e papel. Ela clicou num sistema de câmaras e abriu o vídeo.
No início, tudo era normal. Crianças a correr. Professores a circular. Depois, Noah afastou-se até ao fundo do parque. Parou, inclinou a cabeça, sorriu e acenou.
“Amplie,” pedi.
A Sra. Alvarez aproximou a imagem. Um homem estava agachado do outro lado da vedação. Casaco de trabalho. Boné. Mantinha-se baixo, fora da vista principal, inclinando-se para falar.
Noah ria e respondia como se aquilo não fosse a primeira vez. O homem passou a mão pela vedação e entregou-lhe algo pequeno.
A minha visão estreitou.
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