Meu filho de 4 anos apontou para o meu melhor amigo e riu: “O papai está ali” — eu ri também, até perceber o que ele estava realmente apontando

 

— Ellie — falei com leveza — pode vir comigo um segundo pra dentro? Preciso de ajuda com uma coisa.

 

— Claro!

 

Ela largou a bebida e me seguiu para dentro da casa. Assim que a porta de vidro fechou atrás de nós, eu entrei em pânico por dentro. Eu precisava ver a tatuagem inteira, mas as palavras do Will — “o papai está ali” — ecoavam na minha cabeça.

 

Eu não podia simplesmente pedir para ela mostrar. Eu precisava de um plano.

 

— O que foi, Marla? — perguntou Ellie. — Precisa de ajuda com o bolo?

 

— Ah… — olhei pela cozinha, fingindo. Apontei para a prateleira em cima da geladeira. — Você pode pegar aquela caixa pra mim? Eu… machuquei um pouco as costas. Não consigo alcançar.

 

— Ai, quando foi isso? — ela perguntou, olhando por cima do ombro enquanto ia até a geladeira.

 

— Arrumando a festa. Não é nada sério, só não quero piorar.

 

Ela ficou na ponta dos pés, esticando os braços para cima.

 

A blusa subiu.

 

Foi o suficiente.

 

Um retrato em traços finos, tatuado em preto, de um homem com sorriso marcado por uma covinha, olhos amendoados, mandíbula forte e nariz fino e reto. Era o Brad. O rosto do meu marido estava tatuado no corpo da minha melhor amiga como um santuário secreto.

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