Meu filho de 4 anos apontou para o meu melhor amigo e riu: “O papai está ali” — eu ri também, até perceber o que ele estava realmente apontando

 

Isso não era uma dessas vezes.

 

 

 

Deixei ele me puxar de volta para fora. O Will levantou o braço e apontou para a Ellie.

 

— Mãe — disse ele alto — o papai está ali.

 

Ellie olhou para nós e riu.

 

Eu também ri. — Que bobinho.

 

Mas o Will não riu. Ele continuou apontando, agora sério, o rostinho pequeno tomado por uma frustração por não ser entendido. Segui a direção do dedo dele.

 

Ele não estava apontando para o rosto dela. Estava apontando mais embaixo, na direção da barriga.

 

Ellie se inclinou para pegar a bebida. A blusa dela se moveu levemente — o suficiente para eu ver linhas escuras e finas na pele. Uma tatuagem.

 

Tudo o que consegui distinguir foi a borda de um olho, o contorno de um nariz, parte de uma boca. Um retrato… de quem?

 

O sorriso permaneceu no meu rosto, mas por dentro eu sentia como se estivesse tentando enfrentar um tufão num barco pequeno.

 

— Tá bom — eu disse ao Will. — Vai sentar na mesa e esperar o bolo agora. Depois você pode brincar de novo.

 

Ele assentiu e saiu correndo. Então eu fui até a Ellie.

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