Tom nunca pediu muito. Essa era parte do problema.
Quando ele tinha 14 anos e precisava de um laptop novo, começou dizendo que o antigo "ainda funcionava mais ou menos", antes de admitir que a tela ficava preta a cada 20 minutos. Quando ele entrou na faculdade, se desculpou antes de celebrar. Ele nunca acreditou completamente que poderia ser a alegria de alguém sem também ser um fardo.
Eu pensei que a faculdade tinha ajudado com isso. Tom ligava com frequência, mandava fotos da comida da cantina que parecia um castigo e enviava atualizações sobre professores de que ele gostava.
Ele parecia mais leve lá. Mas a mensagem que ele me enviou naquela tarde me atingiu antes que minha mente conseguisse entender.
Só uma mensagem. Sem contexto. Sem seguimento. Apenas:
"Desculpe muito, mãe."
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