Os dias viraram semanas, e se o bebê se tornaria nosso foi se transformando na realidade de que ela já era nossa. Alguns meses depois, a adotamos.
Nós a chamamos de Betty.
Nossa filha cresceu se tornando o tipo de criança que rearranjava a casa só de existir nela. Ela tinha opiniões sobre o café da manhã antes de saber amarrar os sapatos. Ela colecionava pedras de todos os parques que cruzávamos.
Quando Betty tinha seis anos, ela subiu no meu colo e disse: "Papai, se eu tivesse cem pais, ainda escolheria você."
"E se um dos outros tivesse lanches melhores?" eu brinquei.
Betty pensou seriamente por um momento. Então ela disse: "Mas eles não podem ser você."
Esses 10 anos passaram como bons anos: rapidamente, enquanto você está dentro deles. E por toda a certeza desses anos, uma pergunta silenciosa nunca me deixou completamente.
Quem tinha escolhido nossa estação para deixar Betty lá… e por que nós?
Foi logo após o pôr do sol, quando a batida veio na última quinta-feira.
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