Eu pensei que meu marido tinha morrido — então, três anos depois, ele se mudou para o apartamento ao lado com outra mulher e uma criança

 

— A funerária envia a documentação. O médico responsável assina. Depois disso, é processado.

 

— Processado sem verificar o corpo?

 

A expressão dela mudou.

 

— Senhora, isso não é comigo.

 

Na funerária, o gerente me recebeu em sua sala.

 

— Esse caso teve autorização especial — admitiu quando insisti. — A família pediu caixão fechado. Os documentos foram assinados.

 

— Por quem?

 

Ele hesitou.

 

— Pela tia do falecido. Uma mulher chamada Marlene. Ela disse que o legista devia um favor a ela.

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