Aquilo me atingiu forte — não o bastante para justificar ele ou apagar o papel da Denise, mas o suficiente para mostrar o que o medo tinha feito dentro dele.
Cruzei os braços. “Então, em vez de me ligar, ou ao pediatra, ou a qualquer adulto em quem eu confie, você deixou sua mãe te convencer de que fugir era uma opção.”
“Eu sei.”
“Não, você não sabe.” Apontei para as bebês. “Elas estão dormindo porque eu cheguei e fiz o que precisava ser feito. Você ficou aqui e deixou sua mãe transformar um dia difícil em um veredito sobre minhas filhas.”
Brian passou as duas mãos pelo rosto. “Willow, por favor.”
“Por favor o quê? Pra eu me acalmar? Pra eu entender? Eu estou tentando, Brian. Estou tentando muito não te odiar pelo que você disse.”
Olhei para as bebês dormindo, o peito subindo e descendo. Minhas meninas. Meu coração inteiro dividido em dois berços.
Então tomei a primeira decisão clara daquele dia.
“Nós não vamos dar ninguém embora,” eu disse. “Nós vamos pedir ajuda. Hoje à noite. Antes que o seu medo tenha outra chance de decidir qualquer coisa.”
Brian assentiu rápido demais.
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