Minha bolsa. Na casa funerária.
Eu a tinha deixado em uma cadeira enquanto cumprimentava os convidados. Tinha me afastado várias vezes para receber condolências, entregar programas. E eu me lembrava de uma das filhas por perto, observando.
— Espera. A casa funerária tem câmeras de segurança.
O detetive levantou o olhar.
— O quê?
— Ontem. No funeral. Eu deixei minha bolsa sem supervisão várias vezes. Por favor. Verifiquem as imagens.
A filha, que estava sentada no canto, se levantou rapidamente.
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