Eu cuidava da minha vizinha idosa — depois que ela morreu, a polícia bateu na minha porta e, quando descobri o motivo, minhas pernas falharam

Na delegacia, eu contei cada detalhe dos últimos dias.

 

O detetive pressionava com calma, mas firmeza.

 

— A senhora tinha acesso à casa.

 

— Sim, mas eu nunca toquei nas joias dela.

 

— A senhora passava muito tempo sozinha com ela.

 

— Eu estava ajudando. Ela era como família para mim.

 

— Pessoas fazem coisas desesperadas por dinheiro.

 

Minhas mãos tremiam, mas eu me forcei a pensar com clareza. A lembrar de cada detalhe do dia anterior.

 

Então algo atravessou o pânico.

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