— Bem… isso não é algo que se vê todo dia — disse lentamente, observando o tecido.
— Era da minha avó. Lorna.
Ele fez uma pausa quase imperceptível.
— Lorna… sim. Eu me lembro dela.
— Você conhecia ela?
— Cidade pequena. A gente cruza caminhos.
Ele não me olhou ao dizer isso.
Sentei enquanto ele examinava o vestido com mais atenção.
— Você vai usar isso no velório? — perguntou.
— Vou. Pensei… que ela gostaria.
— Sentimental. Ela sempre teve um jeito de se agarrar ao passado.
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