Depois disso, já não havia hipótese de NÃO ir ao hospital.
Disse à Evie que ainda íamos visitar o pai e conduzi até lá rapidamente.
Quando chegámos ao andar do Daniel, não telefonei nem bati à porta.
Empurrei a porta do quarto, pronta para o apanhar com uma amante, aos beijos e abraços.
Estava preparada para gritar com ele, exigir explicações — mas todas as palavras morreram na minha garganta quando vi o que realmente estava a acontecer no quarto do hospital enquanto eu não estava lá.
Porque o que vi ali redefiniu tudo o que eu pensava saber sobre traição.
Uma mulher loira estava sentada ao lado da cama do Daniel, com os dedos entrelaçados na mão dele, a dar-lhe um beijo na face mesmo no momento em que a porta se abriu.
A Marjorie estava junto à janela, como se aquilo fosse perfeitamente normal.
A Evie apontou para a mulher loira. “É ela. É a nova mamã.”
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