Eu me soltei. “Há quanto tempo você está mentindo pra mim?”
Os olhos dela se encheram de lágrimas. “Por favor.”
Continuei andando.
Destranquei a porta do porão com as mãos já tremendo.
E então abri.
O cômodo inteiro estava diferente.
Havia lâmpadas ligadas. Um tapete cobrindo o concreto. Mesas dobráveis com ferramentas, latas de tinta e molduras de quadros. As paredes pareciam limpas. A borda quebrada da escada tinha sido consertada. Havia mochilas de criança em um canto e móveis embrulhados empilhados contra a parede do fundo.
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